Há uns dias atrás e tive uma discussão séria com
minha mãe. Como sempre tenho. Acho que eu já devo ter mencionado que não
compartilhamos das mesmas idéias e nem dos mesmos objetivos e sonhos. Mas mesmo
com nossas diferenças de crenças e valores sociais, eu ainda me preocupo com
ela. – É minha mãe. “Poxa”! – Mas isso parece não serem motivos suficientes para
que ela se sinta bem e feliz por ter um de seus filhos, pelo menos eu, preocupado
com seu bem estar.
Então depois que ela passou por uma situação
vexatória em público com certa pessoa – que não vale mencionar o nome – eu a
defendi, como sempre, e, como sempre levei a pior. Depois de muito esbravejar e
já não ter ninguém àquelas alturas da madrugada pra conversar eu decidi ligar
para o meu pai. Xinguei muitos palavrões pelo telefone. – Detalhe: meu pai é
evangélico. – Falei às urras pelo telefone e meu pai só ouvindo. Depois que
disse tudo o que tinha pra dizer, mesmo que não fosse ele o merecedor de todo
aquele desabafo. Calmamente o meu “velho” me pede para ter calma e que não
deveria mais me importar com aquela situação. Se ela (mãe) estava vivendo
daquele eito é por que ela gostava e não havia nada a ser feito e que eu estava
desperdiçando meu tempo.
Quer saber? Concordo. Deixei muita coisa passar por mim, muitas
oportunidades boas e outras maravilhosas. Todo por ela. De que adiantou? De nada.
Vou fazer o que meu pai me disse. Vou viver minha vida e tratar de cuidar de
mim porque o futuro dela já está escrito e traçado de acordo com as escolhas
dela. Então ta na hora de eu cuidar de mim e fazer minhas próprias escolhas e
viver minha vida. Afinal, quem vai viver minha vida e passar o resto dos meus
dias sendo feliz, sou eu. Então que cada um vá cuidar do seu.

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